Óbito foi confirmado pelo delegado da Polícia Civil, Rafael Galvão, que é responsável pelas investigações do crime cometido pelo rapaz.

O delegado da Polícia Civil, Rafael Galvão, confirmou na manhã deste sábado (15) a morte de Douglas Fernandes da Cruz, de 26 anos, suspeito de ter assassinado a facadas o advogado e professor Wagner Alonso Álvares, de Pirapozinho.

O óbito ocorreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na Zona Norte, em Presidente Prudente. Segundo informações do delegado Rafael Galvão, que é responsável pelas investigações do crime que ocorreu em outubro de 2019, o rapaz ainda estava preso preventivamente.

"Ele ainda estava preso porque o inquérito demandava algumas diligências, alguns laudos periciais que faltavam chegar", explicou o delegado ao G1.

O suspeito estava detido no Presídio de Montalvão e foi levado ao Pronto-socorro com suspeita de H1N1 para receber atendimento médico. A causa da morte será investigada pela Polícia Civil, no entanto, segundo Galvão, ao que tudo indica, o óbito foi natural.

Polícia Civil investiga desaparecimento de advogado após 'conselhos' a suposto cliente em Pirapozinho Corpo de advogado que estava desaparecido desde terça-feira é localizado às margens de estrada de terra em Tarabai Familiares, amigos e conhecidos prestam homenagens ao advogado e professor vítima de latrocínio Familiares e amigos lembram de advogado como um homem de bom coração: 'Foi dessa forma que ele morreu, ajudando o próximo' O crime Douglas Fernandes da Cruz foi preso, no dia 31 de outubro de 2019, em Tarabai, durante uma operação conjunta realizada pelas polícias Civil e Militar.

Uma equipe da PM encontrou primeiramente o rapaz, que confessou ter matado o advogado Wagner Alonso Álvares, de 74 anos, e depois direcionou os agentes ao local onde estava o corpo da vítima. O advogado e professor, morador de Pirapozinho, havia desaparecido no dia 29 de outubro de 2019, após dar uma carona a um suposto cliente. O suposto cliente, identificado pela Polícia Civil como Douglas Fernandes da Cruz, foi até a residência da vítima, a quem solicitou "conselhos".

Após o término da conversa, pediu que o advogado o levasse até o Terminal Rodoviário.

Depois disso, a vítima não foi mais vista. As investigações indicaram que a vítima foi assassinada ainda no dia 29 de outubro de 2019, cerca de 40 minutos após ter sido vista pela última vez. O corpo do advogado e professor foi encontrado pelos policiais no chão, em uma área de matagal, às margens de uma estrada de terra e embaixo de um pé de manga. Segundo as investigações, a vítima foi assassinada com facadas no pescoço. De acordo com a Polícia Militar, o rapaz, identificado como Douglas Fernandes da Cruz, confessou que assassinou a vítima a facadas e não explicou o motivo do crime, pois alegou que "tinha bebido" e que "estava meio noiado [sic]". A Polícia Civil configurou o crime como latrocínio consumado em razão da morte da vítima para o roubo do carro de sua propriedade. Prisão prorrogada Em decisão no dia 4 de novembro de 2019, a Justiça havia prorrogado por mais 30 dias a prisão temporária de Douglas Fernandes da Cruz, suspeito de ter assassinado a facadas o advogado e professor Wagner Alonso Álvares. O despacho com a prorrogação do prazo foi assinado pelo juiz da 1ª Vara Judicial do Fórum da Comarca de Pirapozinho, Adriano Camargo Patussi, após representação feita pelo delegado Rafael Galvão, responsável pelas investigações sobre o caso. O caso, registrado como latrocínio consumado, ainda seguia em apuração através de inquérito policial instaurado pela Delegacia da Polícia Civil, em Pirapozinho. Veja mais notícias em G1 Presidente Prudente e Região.